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Advogado de Insolvência: Apoio a Pessoas e Empresas

Um advogado de insolvência avalia a situação financeira e processual, compara negociação, recuperação e insolvência, prepara a documentação e representa o cliente perante o tribunal, credores e administrador judicial. Deve explicar riscos, prazos, custos e efeitos sobre bens, rendimentos, garantias e atividade antes de recomendar qualquer solução.

Advogado de insolvência em reunião de análise jurídica

Quando deve contactar um advogado de insolvência?

O momento certo não é apenas depois de a situação se tornar irreversível. Procure aconselhamento quando o rendimento ou a tesouraria já não permitem cumprir a generalidade das obrigações, quando existam atrasos sucessivos, quando um credor tenha iniciado execução ou pedido a insolvência, ou quando a empresa esteja a acumular dívidas laborais, fiscais, contributivas e a fornecedores.

Há urgência acrescida se recebeu uma citação, uma notificação de penhora, uma data de venda, uma comunicação do agente de execução ou um pedido de insolvência. Estes documentos contêm prazos que não devem ser substituídos por uma tentativa informal de acordo. Envie sempre o documento completo, incluindo data de receção, referência do processo e anexos.

O que faz um advogado num processo de insolvência?

O trabalho começa antes da petição. O advogado confirma se existe insolvência atual ou apenas dificuldade económica, identifica o tribunal competente, verifica quem pode ou deve apresentar o pedido e organiza os elementos exigidos pelo CIRE. Depois, prepara e apresenta os articulados, acompanha notificações, assembleias, reclamações e incidentes e comunica com os restantes intervenientes.

Na insolvência pessoal, a análise inclui a eventual exoneração do passivo restante, o rendimento que poderá ser considerado disponível, os bens que podem integrar a massa, as dívidas excluídas da exoneração e os efeitos sobre o cônjuge ou fiadores. Na empresa, inclui viabilidade, dever de apresentação, contratos, trabalhadores, garantias, credores públicos e responsabilidade dos administradores.

Que soluções devem ser comparadas?

Negociação ou regularização

Um acordo pode ser adequado quando existe capacidade de pagamento previsível e o número de credores permite uma negociação coordenada. Deve ficar documentado, indicar capital, juros, prazo, incumprimento e efeito sobre garantias. Um plano que apenas adia prestações sem corrigir o défice mensal pode agravar a situação.

PEAP para devedores não empresariais

O Processo Especial para Acordo de Pagamento destina-se a pessoas e outras entidades que não sejam empresas, em situação económica difícil ou insolvência meramente iminente. Exige apoio de credores e uma proposta que possa ser cumprida. Não é o mesmo que insolvência pessoal com exoneração.

PER para empresas recuperáveis

O Processo Especial de Revitalização permite a uma empresa em dificuldade económica ou insolvência iminente negociar um plano com os credores, desde que ainda seja suscetível de recuperação. A preparação financeira é tão importante como a petição jurídica. Veja os requisitos e prazos do PER.

Insolvência pessoal ou empresarial

Quando já existe impossibilidade de cumprir obrigações vencidas, pode ser necessário recorrer ao processo de insolvência. As consequências diferem profundamente entre pessoa singular e sociedade. Consulte os guias de insolvência pessoal e insolvência de empresas.

O que deve receber numa primeira consulta?

Uma consulta deve produzir respostas concretas, mesmo que a conclusão seja pedir documentos adicionais. No mínimo, deve identificar:

  • a situação atual e os prazos processuais que já estão a correr;
  • as alternativas juridicamente disponíveis e os pressupostos de cada uma;
  • o efeito provável sobre salário, casa, carro, contas, quotas ou atividade;
  • as dívidas e garantias que exigem tratamento separado;
  • os documentos em falta e a sequência dos próximos atos;
  • os honorários, encargos e condições de pagamento previsíveis.

O advogado não deve garantir a exoneração, a conservação de um bem ou a aprovação de um plano. Essas decisões dependem da lei, dos factos, dos credores e do tribunal. Pode, porém, indicar riscos, corrigir expectativas e preparar o processo de forma completa.

Que documentos deve preparar?

Para uma pessoa singular, comece por reunir documento de identificação, comprovativos de rendimento e despesas essenciais, lista de credores, contratos, extratos, notificações, certidões de imóveis, veículos e participações e informação sobre ações e execuções pendentes. Se houver casamento, identifique o regime de bens e a origem das dívidas.

Uma empresa deve acrescentar contas anuais e informação contabilística atual, balancete, mapa de pessoal, lista de ativos, credores e devedores, contratos relevantes, garantias, processos judiciais e descrição das causas da dificuldade. O artigo 24.º do CIRE contém uma relação extensa e a falta de documentos deve ser justificada. A nossa checklist de documentos para insolvência ajuda a organizar a primeira recolha.

Como escolher um advogado de insolvência?

Confirme a inscrição profissional e pergunte quem ficará responsável pelo processo. Avalie se a explicação distingue claramente insolvência, exoneração, PEAP, PER e defesa executiva. Desconfie de respostas iguais para todos os casos, de promessas de “apagar todas as dívidas” e de preços apresentados sem conhecer credores, património ou urgência.

Peça uma proposta escrita que defina o âmbito: consulta, petição, acompanhamento da fase declarativa, reclamações, incidentes, exoneração, recursos e deslocações. Um orçamento baixo pode não incluir fases essenciais; um orçamento global deve dizer expressamente o que fica de fora.

Quanto custa contratar um advogado de insolvência?

Não existe uma tabela obrigatória de honorários privados. O valor depende do trabalho, da urgência, do número de credores, da documentação, dos bens, da existência de oposição ou recursos e, nas empresas, da dimensão e continuidade da atividade. Além dos honorários, podem existir taxa de justiça e outros encargos processuais.

Quem não consegue suportar as despesas pode verificar se reúne condições para proteção jurídica. O apoio judiciário pode incluir nomeação e pagamento de mandatário, dispensa de taxa de justiça e encargos ou pagamento em prestações. A decisão pertence à Segurança Social. Consulte a explicação completa sobre custos da insolvência.

Como decorre o acompanhamento?

  1. Triagem inicial: identificação do problema, documentos urgentes e conflito de interesses.
  2. Consulta e diagnóstico: mapa de dívidas, rendimentos, património, processos e alternativas.
  3. Proposta de trabalho: estratégia, documentos, honorários, encargos e calendário.
  4. Preparação: recolha de prova, conferência de valores e elaboração das peças.
  5. Processo e comunicação: apresentação, resposta a notificações e atualização sobre decisões.
  6. Fase posterior: cumprimento do plano, liquidação, exoneração ou encerramento, conforme o caso.

Atendimento presencial e consulta online

A consulta pode começar à distância, com envio seguro de documentos e reunião por telefone ou videoconferência. Alguns atos podem exigir presença ou procuração específica. A localização, disponibilidade e necessidade de deslocação devem ser confirmadas quando marcar. O mais importante no primeiro contacto é enviar o documento urgente e um resumo cronológico, sem omitir bens, rendimentos ou credores.

Perguntas frequentes

Preciso de advogado para pedir insolvência?

O processo corre em tribunal e, em regra, exige patrocínio judiciário. Se não tiver meios, pode pedir apoio judiciário para nomeação de patrono e despesas processuais. Não deixe terminar um prazo enquanto aguarda informação informal.

O advogado pode negociar diretamente com os credores?

Sim, se tiver mandato e a negociação for adequada. Antes de aceitar um acordo, deve conferir o valor, as garantias, os juros, o efeito sobre processos existentes e a capacidade real de cumprir.

Uma consulta obriga a avançar com insolvência?

Não. A finalidade é precisamente comparar alternativas. A recomendação pode ser negociar, corrigir uma penhora, preparar um PEAP ou PER, pedir insolvência ou aguardar por informação essencial.

O processo é confidencial?

A comunicação com o advogado está protegida pelo segredo profissional. Contudo, um processo de insolvência tem publicidade legal e atos consultáveis nos termos do CIRE. Confidencialidade da consulta não significa processo judicial secreto.

Base legal e próximo passo

A análise assenta no CIRE consolidado, no Código de Processo Civil e nas regras aplicáveis a cada crédito. Para pedir uma avaliação, envie o resumo do caso e os documentos recebidos. A resposta inicial indicará disponibilidade, elementos em falta e condições da consulta, sem compromisso de resultado.

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